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Gisele Bundchen se casa com astro do futebol americano nos EUA

27 February, 2009

LOS ANGELES (Reuters) – A modelo brasileira Gisele Bundchen casou-se com o astro do futebol americano Tom Brady em Los Angeles na quinta-feira, informou revista de celebridades US Weekly.

A publicação afirmou que a cerimônia ocorreu na igreja católica de Santa Mônica, em frente ao mar, e que os convidados eram, em sua maioria, membros mais próximos das famílias de cada um. A noiva usou um vestido Dolce & Gabanna, mesma marca da roupa de seus três cães, na cerimônia.

Gisele, 28 anos, namora o “quarterback” (zagueiro) de 31 anos do New England Patriots desde 2006. Ela antes manteve um relacionamento com o ator Leonardo DiCaprio.

A Forbes.com informou em maio último que ela era a modelo mais bem remunerada do mundo, com ganhos anuais estimados em 35 milhões de dólares.

Brady tem um filho de 18 meses com a atriz Bridget Moynahan, de quem ele se separou no início da gravidez.

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Espanha captura no Atlântico barco venezuelano com 5 toneladas de cocaína

27 February, 2009

Um barco de bandeira venezuelana que carregava 5 mil quilos de cocaína foi capturado em alto-mar no Oceano Atlântico, nesta sexta-feira (27), em uma operação das autoridades espanholas contra o narcotráfico.

Cinco suspeitos foram detidos. A a embarcação “Doña Fortuna”, de 16 metros de comprimento, foi tomada por uma patrulha da Armada Espanhola.

Ela chegaria no dia 5 de março ao porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, afirmaram as autoridades em um comunicado.

A embarcação foi interceptada quando navegava a 800 milhas náuticas (aproximadamente 1.480 quilômetros) das Canárias.

Paralelamente, temendo que algum barco pudesse partir da Galícia para receber a mercadoria do “Doña Fortuna”, foi organizado um dispositivo especial de vigilância que interceptou uma lancha planadora com quatro motores potentes e que poderia sair para o alto-mar, informou a receita federal espanhola.

A Espanha tem reforçado a luta contra o tráfico de drogas através de um grupo especial, que conta com o apoio de meios marítimos e aéreos, além da colaboração de órgãos internacionais que têm como finalidade detectar navios que passam pelas rotas de Cabo Verde, Canárias e Açores para transportar cocaína da América do Sul até a Europa.

Essa unidade já interceptou seis barcos e impediu que cerca de 19 toneladas de cocaína chegassem à Europa, segundo comunicado da receita.

A operação, coordenada pela Fiscalização Antidrogas de La Coruña, está relacionada com outra desenvolvida pelo Corpo Nacional de Polícia, ainda em andamento.G1

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Brasileira ferida na Suíça presta depoimento em Zurique

27 February, 2009

A brasileira Paula Oliveira está prestando depoimento nesta sexta-feira (27) à Promotoria de Zurique, na Suíça.

Há duas semanas, a advogada pernambucana admitiu à polícia que não estava grávida e negou ter sido atacada por um trio de neonazistas , conforme sua versão inicial.

A confissão dela à polícia foi feita enquanto ela ainda estava internada no Hospital Universitário de Zurique. Segundo o Ministério Público, ela  não é válida para ser usada no processo aberto para investigar o caso.

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Paula disse inicialmente ter sido agredida por um bando de neonazistas no dia 9 de fevereiro em uma estação de metrô na cidade onde mora Dubendorf, próximo a Zurique.

Em consequência, ela teria abortado os gêmeos que esperava de seu namorado suíço.

Segundo a polícia, depois que o caso ganhou repercussão e que seus pais foram socorrê-la na Suíça, Paula confessou: era tudo mentira. Não houve agressão, não houve gravidez, e ela mesma se cortou.

No Recife, a avó de Paula, Eunice Oliveira, sofre com o drama da neta, uma bacharel em direito de 26 anos.

“Ela era uma menina esperta, viva, alegre. Sempre foi assim. Ela adorava ir à praia. Na época de carnaval, ela ficava comigo lá em Olinda”, lembra Eunice. “Acho que ela ficou uns dois anos em São Paulo. Há dois anos ela está na Suíça. Eu só falei com ela uma vez, quando me deram a notícia do que tinha acontecido. Lá ela teve problema com lúpus.”

Em 2001, os médicos descobriram que Paula tem lúpus, uma doença em que o sistema imunológico ataca o próprio organismo da pessoa. Em casos extremos também pode causar problemas nervosos. Há dois anos, Paula chegou a ser internada no hospital Santa Joana, no Recife.

“Eu tenho registrado em 2007 como se ela tivesse um quadro de agressão neurológica do lúpus, não com manifestações psiquiátricas em si, mas ela tinha uma coisa chamada episódio de ausências”, disse o clínico geral Francisco Barreto. Ou seja: às vezes, Paula tinha “brancos”, perdas momentâneas de consciência. O médico diz que a examinou em setembro passado e que ela apresentava, também, inchaços decorrentes do lúpus.

Atenuante

O advogado público que defende Paula na Suíça disse que deve usar a doença como atenuante .

No Brasil, o psiquiatra forense Miguel Chalub faz restrições à estratégia.

“O que vai decidir é o exame dela, a entrevista com ela, as motivações dela, por que que ela fez isto. O lúpus aí não vai ter nada a ver com a história, provavelmente”, disse.

O lúpus é geralmente tratado por reumatologistas. E o tipo que afeta o sistema nervoso não é o mais comum.

“O distúrbio psiquiátrico no lúpus não é um evento raríssimo. É um evento incomum, que ocorre em 10% das pessoas, mas que pode acontecer”, disse o reumatologista Evandro Klumb.

“Não me diziam quais os sintomas que ela tinha, para eu não ficar constrangida, não me aperrear. Mas uma vez eu fui ao hospital visitá-la. Ela estava com o rosto bastante inchado, gordo, por causa dos corticóides que ela tomava “, conta a avó.

O que ninguém conseguiu explicar até agora é por que Paula teria se automutilado.

“Eu não sei. Acho que ela teve coragem de nem sei de que, porque uma pessoa que pega num estilete, como dizem que ela fez aqueles cortes, eu não acredito não”, afirmou Eunice.

Os especialistas suíços dizem que tudo não passou de uma grande encenação.

“Notamos no corpo inteiro uma distribuição, sempre no sentido possível, na perna também. Coisa a que o agressor não obedeceria. Ele faria lesões, poderia ser no sentido longitudinal, mas não obedeceria a essa profundidade muito superficial e uniforme, com quase nenhum sangramento. Essas lesões desaparecem entre 10 e 15 dias sem deixar nenhuma cicatriz “, avalia o médico legista Nelson Massini.

Quem se automutila de verdade sofre de algum distúrbio psicológico.

“Geralmente são sintomas que elas sentem como muito fortes, como angústia, ansiedade, culpa, raiva de si mesma”, explica a médica psiquiátrica Jackeline Giusti, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

O outro mistério é a falsa gravidez. As fotos mostram uma barriga forçadamente curvada.

“Depende também se fosse a fantasia dela, porque ela inchava. Passava fases em que a barriga dela crescia muito”, conta o médico Francisco Barreto.

“Eu acreditei que ela estava grávida. Ela só disse que estava feliz, que quando nascessem ia trazer aqui para a gente conhecer e que eu ia para lá quando os nenéns estivessem para nascer”, conta a avó Eunice Oliveira.

Na escola

A ex-professora Maria José Belfort Campos Callado só tem elogios para Paula. “Ela era normal como qualquer adolescente, participativa, era uma boa aluna. A Paula que eu conheci na época não é a Paula que eu estou vendo agora”, afirma.

Um vídeo é a melhor lembrança que ela guarda da aluna. “Estou rezando muito pela saúde dela “, diz a professora.

Os amigos também sabiam que ela sofria de lúpus.

“Ela não podia ir ao sol, sempre usava proteção, por conta da doença. Tinha restrições alimentares”, conta o servidor público e amigo dela, Fabiano de Melo Pessoa.

A designer Fernanda Fontenelle, de 32 anos, que sofre de lúpus desde os 16 anos, faz um apelo para que a doença seja mais bem compreendida.

“As pessoas têm que primeiro conhecer e entender. É quase que quem tem medo do lobo mau. O lúpus é quase o lobo mau. Eu quero ser vista como uma pessoa normal. Acho que todo mundo tem esse direito.”

A imprensa suíça chegou a noticiar que Paula teria feito tudo isso para receber uma indenização. A senhora acredita nisto?

“Não acredito nisso, de jeito nenhum. Ela é uma menina muito honesta, de muito caráter. Espero que isso se resolva e que ela venha embora. O que eu mais faço é rezar para que isso aconteça. Quero dar um abraço nela quando reencontrá-la. Peço a Deus que dê força para ela e para o pai dela”, conta Eunice Oliveira.G1

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